TÊXTIL

 

 

                                           atualizado em mar/2009 

RANKING

As maiores empresas do setor TÊXTIL e também as líderes de mercado conquistado em vendas, de acordo com o anuário Exame Melhores e Maiores de 2008 são Coteminas, São Paulo Alpargatas, Grendene, Vicunha, Santista Brasil, Azaléia-NE, Guararapes, Vulcabrás-NE, Hering e Azaléia.

 

AS MAIORES DO SETOR TÊXTIL

RECEITA OPERACIONAL BRUTA

 em US$ milhões – dados de 2007

 

Coteminas

946,5

São Paulo Alpargatas

937,5

Grendene

891,8

Vicunha

848,9

Santista Brasil

429,3

Azaléia-NE

417,0

Guararapes

395,1

Vulcabrás-NE

311,6

Hering

269,4

10º

Azaléia

248,8

                           

Fonte: Exame Melhores e Maiores/2008

 

AS MAIORES DO SETOR TÊXTIL

EM MERCADO CONQUISTADO NAS VENDAS % - dados de 2007

 

Coteminas

11,5

São Paulo Alpargatas

11,4

Grendene

10,8

Vicunha

10,3

Santista Brasil

5,2

Azaléia-NE

5,1

Guararapes

4,8

Vulcabrás-NE

3,8

Hering

3,3

10º

Azaléia

3,0

                      Mediana: 23 empresas 2,7

Fonte: Exama Melhores e Maiores 2008

 

AMBIENTE DE MERCADO

 

Até o 1º semestre de 2008, o setor sentia a valorização do real em relação ao dólar, as dificuldades de exportar e a concorrência com as importações de baixo custo da China, principais responsáveis por um déficit de US$ 644 milhões na balança comercial do setor em 2007.

Hoje, apesar do câmbio favorável, o setor têxtil e de confecção brasileiro fechou o primeiro mês de 2009 com um déficit de US$ 168,7 milhões em sua balança comercial, excluindo fibra de algodão. O resultado deve-se ao valor de US$ 245 milhões em importações contra US$ 76,3 milhões em exportações. Se forem incluídas as fibras de algodão, o déficit cai para US$ 108,8 milhões. Os resultados impressionaram até os empresários, chegando a cair mais de 50% em alguns setores. Considerado um dos “carros-chefe” das exportações brasileiras, o setor de cama, mesa e banho, sofreu retração de 52%; o de vestuário, queda de 45,8%.

A explicação para a crise no setor está na queda brusca nas exportações que vem da forte retração dos mercados em crise e das medidas protecionistas dos governos, em relação às importações de produtos estrangeiros, para proteger seus mercados internos, em tempos de crise mundial. A queda nas exportações também está associada à retração das importações dos EUA e Argentina, tradicionais mercados do setor têxtil brasileiro. Foram US$ 25,8 milhões em produtos que o setor têxtil brasileiro deixou de exportar, somente em janeiro deste ano, cerca de 56,4% a menos que no mês de dezembro/08. As medidas protecionistas da Argentina diminuíram em 53,2% das exportações, que representam US$ 20,3 milhões a menos no faturamento com esse país, comparado a janeiro de 2008.

As importações também apresentaram queda, no primeiro mês de 2009, quando comparadas ao mesmo período de 2008 – redução de 22,6% em termos de valor e 35,14% em volume, quando incluídas as fibras de algodão. Desconsiderando este insumo, as importações apresentam queda de 22,14% em termos de valor e 34,37% em volume. Apesar de queda geral, alguns produtos importados tiveram crescimento, entre eles tecidos de algodão (+ 57,78%), tecidos de filamentos (+ 14,31%) e vestuário (+ 53,48%). O aumento nas importações de vestuário em 53,4%, mesmo apesar da crise, é resultado dos contratos fechados há seis meses. Portanto, compras feitas antes da crise, com produtos embarcados em novembro e desembaraçado pela alfândega brasileira em janeiro. A ABIT – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confeção acredita que esse crescimento deve sofrer redução nos próximos meses.

 

A ESTRATÉGIA DA MELHOR EMPRESA DO SETOR

 

A Lupo, maior fabricante de meias do país, foi considerada a melhor empresa do setor têxtil pelo Anuário Exame Melhores e Maiores 2008.

A empresa é familiar, tem sede em Araraquara, surgiu em 1921 e em 1993 teve sua gestão passada para uma das herdeiras, a empresária Liliana Aufiero, que promoveu a modernização da empresa, reestruturou uma estrutura de 1.400 funcionários para 300, investiu em tecnologias mais modernas o que permitiu à empresa renovar continuamente seus produtos.

Uma estratégia campeã da Lupo foi o licenciamento para fabricar artigos de maior valor, de marcas como a Zoomp, Forum, Calvin Klein e Cavalera; artigos esportivos para Nike, Reebok e Speedo; e itens licenciados com personagens da Disney e da Warner Bros.

Em 2007, a Lupo faturou US$ 191 milhões, lucrou US$ 14 milhões e seu resultado ficou menos dependente da venda de meias e meias-calças (hoje representam 60% do faturamento, já representaram 95%).

Outras estratégias que merecem apreciação foram a diversificação da linha de produtos – hoje mais de 12.000 itens e a abertura de pontos-de-venda para reforçar a identidade da marca. Hoje são 141 pontos-de-venda nos principais shoppings do país, além de mais de 30.000 quiosques e uma loja virtual para vendas pela internet. O próximo passo é a abertura de lojas especiais para body wear, com destaque para as peças da linha Lipo Lupo, que prometem dar novos contornos às formas femininas.

 

Fonte: Exame Melhores e Maiores 2008, Abit, www.abit.org.br, em mar/2009.