FARMACÊUTICO

 

 

Atualizado em jan/2010

SETOR FARMACÊUTICO

O encontro promovido pelas entidades do setor em dezembro de 2009 - ABAFARMA (Associação Brasileira do Atacado Farmacêutico), ABCFARMA (Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico) e ABRAFARMA (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias) repassou os principais problemas, ameaças e oportunidades do mercado farmacêutico brasileiro.

PROBLEMAS

Ano traumático para a economia mundial e que impactou, veementemente, no atacado farmacêutico;

Restrição do crédito, aumento da carga tributária, a falsificação de medicamentos, roubo de cargas, precariedade da malha viária.

 

RESULTADOS EM 2009

As farmácias registraram, até setembro de 2009, incremento de 25% no faturamento -, comparando-os aos números registrados no mesmo período do ano anterior.

AMEAÇAS

Normas impostas pela Anvisa por conta da publicação, em agosto, da RDC 44/09, cujas regras afetam toda a estrutura de comércio das farmácias.

 

EVOLUÇÃO DO SETOR NO MUNDO


De acordo com o IMS Health, que audita o setor farmacêutico no Brasil e no mundo, o mercado mundial de medicamentos deve registrar, em 2009, um crescimento, em dólar, de 6% - obtendo um faturamento que deve chegar a US$ 780 bilhões (vendas da indústria).

Com relação à participação de mercado, os investimentos das indústrias nos países emergentes - Brasil, Rússia, Ãndia, China, Turquia e Coréia do Sul - já representam 13% da demanda global e que as perspectivas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), em torno de 4% a.a nos próximos cinco anos, têm colaborado para um ambiente favorável a fusões e aquisições no Brasil.

 

EVOLUÇÃO DO SETOR FARMACÊUTICO BRASILEIRO

A estabilidade da economia nacional, o aumento do PIB, a ampliação do poder de compra, a ascensão das classes C e D, a entrada das multinacionais, a crescente participação dos medicamentos genéricos (15% - Out/09), o alto volume comercializado e a maior diversificação do mix de produtos contribuirão substancialmente para a expansão gradativa do mercado farmacêutico brasileiro.

Em outubro de 2009, o segmento registrou faturamento da ordem de US$ 16,8 bilhões - um crescimento de 12,9% se comparado a igual período de 2008. As previsões do IMS Health estimam que o mercado farmacêutico supere US$ 20 bilhões em cinco anos.


EVOLUÇÃO REGIONAL


Embora concentre a maior fatia de mercado [56,3% (dez/08)], a região Sudeste vem perdendo força no varejo farma desde 2006, ao contrário do Sul e Nordeste, responsáveis por 16,7% e 15,6%, respectivamente, de share no canal. Entretanto, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais respondem por mais da metade (55%) das vendas totais de medicamentos, por unidade.

Analgésicos, produtos para disfunção erétil e os antilipêmicos ocupam as principais posições no mercado em que Dorflex (Sanofi-aventis) lidera o ranking, à frente de Cialis (Lilly), Neosaldina (Nycomed), Lipitor e Viagra (Pfizer).



 

NO VAREJO

As redes de farmácias crescerão em número de lojas e devem representar, em valor, 50% do mercado total - a despeito das lojas independentes (sem bandeira), que sofrerão um eminente encolhimento a partir do próximo ano.

O ATACADO


O atacado sofrerá mudanças - na estrutura da distribuição, com a capitalização das empresas e a entrada de novos players.


O MERCADO COSMÉTICO NO CANAL FARMA

Segundo levantamento da Nielsen, o varejo cosmético no Brasil é constituído por 461.807 lojas. O país é o 3º   mercado mundial em produtos cosméticos e representa uma das grandes potências do segmento de beleza.

Os canais farma (farmácias e drogarias) e cosmético (perfumarias) somam 72.386 lojas e possuem 15,7% do mercado. O canal alimentar responde por 84,3% dos pontos de venda (389.421 unidades) de produtos voltados para a higiene pessoal e beleza. Porém, em crescimento de volume comercializado, as redes de farmácias saem na frente com um aumento significativo de 7,1% em 2009, se comparado a 2008. Haja vista que no biênio anterior, o varejo farma registrou retração de 0,2%.

As categorias que se destacam neste canal são os sabonetes, cremes dentais e escovas de dentes. Contudo, são as fraldas descartáveis (com destaque para as de embalagem maior), os sabonetes (sobretudo, na apresentação líquida) e os desodorantes (em especial, os aerossóis) os itens de higiene e beleza que garantem boas cifras às farmácias e drogarias.

Fonte: Farma Meeting 2010, Análise de Stephen Kannitz.

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