ELETROELETRÔNICOS

 

Atualizado em jan/2010

SETOR DE ELETROELETRÔNICOS

 

As previsões  da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) são de queda de 9% no faturamento para o setor, em 2009, somando em torno de R$ 115 bilhões.

Para 2010, entretanto, a Abinee está trabalhando com uma perspectiva de crescimento do PIB de 4%, o que permitirá ao setor ter uma expansão de 11%, atingindo um faturamento de R$ 125 bilhões. O resultado é semelhante ao obtido em 2008, quando o faturamento foi de R$ 123 bilhões, revelando expansão de 10%.

As medidas tomadas pelo governo de redução de impostos e incentivo ao consumo fizeram com que as empresas eletroeletrônicas não sentissem, durante  muito tempo, os efeitos da crise internacional.

O setor, que sofreu retração no primeiro semestre de 2009 de 13%, conseguiu reduzir a queda, no segundo semestre, para 1%, sinalizando recuperação. As áreas ligadas a bens de consumo duráveis, como telefones celulares e informática, foram as mais prejudicadas.

O Presidente da Abinee, Barbato, acredita que os segmentos que deverão impulsionar o setor  em 2010 são os de telecomunicações, em especial na parte de infraestrutura e banda larga;  informática; e energia, principalmente a área de geração. “No ano que vem, geração começa a ter um impacto muito importante, até porque, com a Copa do Mundo e as Olimpíadas, não podemos ter nenhum apagão nas telecomunicações, muito menos na área de energia elétrica.â€

A tendência é que o setor de telecomunicações experimente crescimento de 21% em 2010 e o de informática 11%, “embora haja empresas que prevejam até 20% para  este setorâ€, observa Barbato. Os desafios para 2010 incluem a superação das dificuldades para promover a inclusão digital no país e a elevação da taxa de câmbio para dar maior competitividade às exportações do setor brasileiro e reduzir as importações, que representam atualmente 19% do faturamento. “O importante é ter preços competitivosâ€, destaca.

As 7 mil demissões registradas pelas empresas filiadas à Abinee, em decorrência da crise externa, foram totalmente revertidas, ainda em 2009, quando o setor correspondia por 160 mil vagas abertas, contra 162 mil em 2008.

Fonte: Agência Brasil, Abinee.

 

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