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PESQUISA SOBRE O CONSUMIDOR MÓVEL - MERCADO AMERICANO - Publicado em 01/02/2012
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Com o crescimento do uso de smartphones, o canal móvel se tornou uma grande oportunidade de cativar a atenção dos consumidores para as compras feitas através do dispositivo. A Yahoo! em parceria com a Nielsen realizou um estudo para traçar o comportamento daqueles que praticam o m-commerce ou apenas usam o celular enquanto fazem suas compras em lojas fÃsicas.
A pesquisa foi realizada com 8.383 americanos entre 13-64 anos, e tinha o objetivo de entender o uso do celular para compras, sua penetração e a publicidade dentro desse veÃculo, sobre diversas categorias de produtos, como, acessórios, viagens, saúde, entre outros.
O estudo revelou que os dispositivos móveis são freqüentemente acessados quando os usuários estão em lojas, tornando o canal uma ótima opção para propagandas de varejo. 9 a cada 10 usuários acessam a internet móvel enquanto fazem compras e aproximadamente 50% da atividade online está associada a compra. Entre os pesquisados, 51% afirmam que finalizam a compra depois de fazer uma pesquisa pela internet móvel.
Entre os usuários mobile, 16% usam seus dispositivos para realizar pesquisa de compra, mas o interesse desses usuários está crescendo, sendo que 57% deles desejam usar seus dispositivos para melhores experiências de compra.
Existe uma grande oportunidade de alcançar os consumidores através da publicidade móvel, uma vez que 1 a cada 5 compradores móveis afirmam que prestam atenção em propagandas durante suas compras. Para o sucesso desses anúncios, é necessário que sejam informativos, contendo preço, caracterÃsticas do produto e benefÃcios.
Além disso, o estudo ainda revelou que 86% dos usuários de internet móvel usam seus dispositivos enquanto assistem televisão, e um quarto afirma que navega por conteúdos relacionados ao está assistindo. Essa combinação se torna também uma grande oportunidade para anunciantes que desejam completar o anúncio com algum conteúdo extra.
Os dispositivos móveis se tornaram essenciais para compras por impulso, quando os computadores não estão disponÃveis. 45% dos entrevistados afirmam que suas compras pelo celular não são planejadas e 41% afirmam que compra por impulso.
Apesar desse novo meio de comunicação ser ainda novo para a publicidade, é extremamente significante para anunciantes que desejam atingir seus consumidores, segmentando seus anúncios para a hora da compra ou da pesquisa de produtos para eventuais aquisições.
Fonte: 09/04/2010 Repensar marketing e estratégia
Vem aà o e-commerce de massa
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O fenômeno da digitalização impacta hábitos, formas de se informar, comunicar e comprar. O rápido avanço e a penetração da internet mudam a relação dos consumidores com produtos, marcas e lojas. A perspectiva do celular incorporando conectividade em banda larga amplia alternativas para comparar e comprar onde, como e quando for o desejo. As redes sociais transformam a comunicação unidirecional em diálogo, socializam o processo de compra e colocam consumidores como influenciadores e provedores de aval para as marcas.
As relações entre consumidores e lojas, produtos e marcas estão mudando. O Neoconsumidor, digital, multicanal, multimÃdia e conectado, demandará um Neovarejo.
A pesquisa Neoconsumidor, realizada pela GS&MD – Gouvêa de Souza a partir de 5.500 entrevistas com internautas de 11 paÃses, revelou um comportamento multicanal disseminado. Dos entrevistados, 52% pesquisam online antes de ir para a loja; 34% se sentiriam desapontados se sua loja preferida não tivesse um site; e, para 40% dos entrevistados, lojas sem site não existirão no futuro.
O mais surpreendente foi constatar que os Ãndices dos internautas brasileiros para essas questões foram de 76%, 53% e 57%, respectivamente. Assim, o Brasil tem nÃveis de adoção da internet superiores a paÃses como EUA, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha e Dinamarca.
O Brasil é um paÃs jovem, aberto à inovação e tecnologia. As barreiras que limitam a massificação do comércio eletrônico aos poucos são superadas. A venda de 13 milhões de computadores por ano, a disseminação de acesso à internet em banda larga e o aumento de meios de pagamento eletrônicos criam as bases para um varejo eletrônico de massa. O comércio eletrônico brasileiro já movimenta mais de R$ 10 bilhões por ano.Mais importante: sua taxa de crescimento é muito superior à do varejo como um todo. Enquanto o varejo cresceu nos últimos três anos 9,7%, 9,1% e 5,9%, o comércio eletrônico se expandiu 45%, 31% e 26%, respectivamente. Ou seja, além dos números absolutos serem expressivos, há ganho de participação nos gastos das famÃlias brasileiras. Diversas empresas pioneiras e bem estruturadas em seus canais eletrônicos, como Magazine Luiza, Saraiva, Livraria Cultura, Ponto Frio e Fast Shop, têm na internet sua principal “lojaâ€, com volumes significativos e operações rentáveis.Alberto Serrentino (aserrentino@gsmd.com.br), sócio sênior e diretor da GS&MD Â
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Estudo da Forrester Research nos Estados Unidos constatou que o grau de abertura a novas tecnologias no processo de compra é inversamente proporcional à idade. Enquanto consumidores acima de 56 anos têm Ãndice de 22%, o número sobe para 32% na faixa entre 45 e 55 anos; 41% entre 31 e 44 anos; e 48% para jovens entre 20 e 30 anos. Ou seja, à medida que novos consumidores avançam no mercado, a parcela de Neoconsumidores tende a crescer, desafiando o varejo a se reinventar.
Multicanais - A grande oportunidade para o varejo na ampliação de canais digitais de vendas está na integração sinérgica entre eles. Canais possuem dinâmicas próprias, que devem ser consideradas, porém as marcas têm que ter propostas de valor consistentes e visão única do cliente. Canais diversos ampliam o alcance da marca e o leque de alternativas para que o consumidor compre como quiser. Com isso, cria-se uma dinâmica virtuosa de estÃmulos cruzados entre os canais, para gerar vendas cruzadas e mais valor na relação com o cliente.
Lojas e internet vêm se integrando progressivamente. Nos Estados Unidos, a MACY’S implantou em seu site a funcionalidade “é fácil encontrar na lojaâ€, com a qual clientes podem verificar em que lojas determinados produtos estão disponÃveis. Já a JC PENNEY vem instalando totens interativos nas lojas, denominados “encontre maisâ€, para que os clientes consultem e comprem produtos não disponÃveis nas lojas. A empresa dá crédito de suas vendas online para as lojas, a partir do CEP do cliente. Ou seja, os canais se integram, complementam e estimulam reciprocamente.
Pesquisa realizada pela e-tailing Group com varejistas americanos constatou que 74% das empresas disponibilizam acesso à internet para os funcionários de loja; 73% podem realizar pedidos online nas lojas; e 21% já possuem quiosques interativos de auto-atendimento com acesso à internet em suas lojas. O WALMART possibilita compra via internet com retirada em loja e compra online a partir da loja, ambos sem cobrança de frete.
O cell phone vira “sell†phone - a próxima fronteira a ser explorada é a do comércio móvel, ou m-commerce. As possibilidades criadas pela internet móvel, aplicativos e sites móveis geram um nÃvel de informação, poder e liberdade de escolha para o consumidor sem precedentes.
A internet móvel leva a pesquisa em tempo real sobre produtos e preços para dentro das lojas e transforma o grau de informação e velocidade dos consumidores. Pesquisa da Forrester Research com consumidores norte-americanos revelou que 42% buscam informação de produtos via celular enquanto compram em lojas fÃsicas; 39% pesquisam preços online dentro das lojas; e 28% compraram produtos usando o celular enquanto estavam em loja. No Brasil, o potencial é maior que o comércio eletrônico, em função da penetração. Há mais de 175 milhões de usuários de celular no paÃs, que, tendo acesso a aparelhos adequados, redes 3G e cartões de crédito, poderão comprar eletronicamente.
A explosão de aplicativos e sites móveis abre oportunidades e estimula novos hábitos de consumo. O eBay possui site móvel desde 2007 e aplicativo para iPhone desde 2008. Mais de 6 milhões de usuários já baixaram o aplicativo e seu site móvel recebe mais de 2 milhões de acessos por dia. Em 2009, as transações realizadas via celular no eBay alcançaram US$ 500 milhões.
O Walmart lançou um aplicativo para iPhone que permite, tirando uma foto de um produto, indicar a loja que o tem disponÃvel. Em outro aplicativo, a loja recomenda o tamanho de TV mais adequado a partir de uma foto do ambiente onde será instalada.
Já se fala em “realidade ampliadaâ€: a disponibilidade de um celular com câmera, serviço de localização (GPS) e serviço de “apontamento†(que reconheça para onde o celular está sendo direcionado) possibilita fotografar uma loja ou restaurante e acessar informações online sobre eles.
Redes sociais - Outra onda de rápido crescimento é a da integração das redes sociais ao negócio de varejo, como instrumento de comunicação, relacionamento e venda. As redes sociais permitem estabelecer diálogo entre a marca e seus clientes; possibilitam também a compra compartilhada e socializada e o acesso a informação de forma mais informal e dinâmica.
Um estudo da IBM com mais de 30 mil consumidores em seis paÃses revelou que um terço tem predisposição a seguir um varejista numa rede social. De outro lado, os consumidores esperam contrapartidas, como amostras, promoções especiais, antecipação de liquidações e a possibilidade de influenciar o desenvolvimento de novos produtos e serviços.
A Best Buy introduziu um serviço via Twitter, denominado Twelpforce. A empresa designou funcionários especialistas para responder a dúvidas e questões postadas por consumidores no Twitter, socializando o conhecimento. Já a marca de moda Norma Kamali dá a suas clientes a possibilidade de interagir com seus designers via Skype.
Voltada para adolescentes, a marca Pink, da Victoria’s Secret, mantém intensa atividade nas redes sociais como forma de comunicação, relacionamento, interação e também venda, junto a um público alvo receptivo a esse tipo de experiência de compra.
A Saraiva, maior rede de varejo de livros, mÃdias e entretenimento no Brasil, realiza 35% de suas vendas - que ultrapassam R$ 400 milhões anuais - via internet. A rede lançou um canal pioneiro em parceria com a Microsoft para a venda e aluguel digital de filmes, recentemente disponibilizou aplicativos para compra via celular e sua entrada no Twitter atraiu mais de 46 mil seguidores em apenas cinco meses. Trata-se de uma empresa sintonizada com o mundo digital, integrado à sua origem de varejo fÃsico.
A integração de canais permite a criação de novos modelos de negócio. A Best Buy, por meio de sua subsidiária que opera via internet (Dealtree), adquire dos consumidores produtos usados ainda em bom estado, paga com gift cards da rede e revende os produtos em leilões online no site Cowboom.com. É a “sustentabilidade multicanalâ€. De forma similar, a Amazon.com, em parceria com CExchange.com, recompra produtos eletrônicos usados pagando com gift card.
O desafio para o varejo continua sendo a integração sinérgica entre os canais. A multiplicação de possibilidades e a ampliação de canais digitais tornam o negócio mais complexo. É importante que os canais de alimentem, “conversemâ€, ampliem o alcance da marca e estreitem a relação com seus Neoconsumidores. Novos canais devem aproximar o cliente da marca e permitir a ele se informar, dialogar e comprar onde, quando e como quiser.