COMÉRCIO - FRANQUIAS
Publicado em fevereiro de 2012
O país deve receber cerca de 9.000 unidades de franquia neste ano, que se somarão às 90 mil existentes, segundo a ABF (Associação Brasileira de Franchising).
Apesar de o índice de sobrevivência desses negócios ser de 98,5%, o modelo reserva armadilhas -como qualquer outro. Mas diversos empreendedores só se dão conta disso ao serem abandonados por franqueadores.
Adriano Agostini, 38, diz ter sido deixado de lado logo após adquirir franquia do IWL (Instituto Wanderley Luxemburgo, de educação esportiva), em Vitória, em 2008.
A marca vendeu material com o mesmo conteúdo para uma rede de ensino -que abriu escola a menos de um quilômetro da unidade de Agostini. Por contrato, a franqueadora garantia que não haveria concorrência da marca em raio de 50 quilômetros.
Em 2009, o instituto fechou, pouco depois de Agostini ter desistido do negócio. “Os administradores não estavam preparados.”
Na Justiça, ele pede R$ 470 mil de indenização. Após uma vitória, o caso voltou à primeira instância por ter sido julgado à revelia (o IWL não se defendeu).
“É tática para adiar a decisão”, diz Maurício Costa, advogado de Agostini. Representantes do IWL não responderam às ligações da Folha.
Processos como o de Agostini levam anos. Vicente Estevanato, 57, ex-franqueado da lanchonete Arby’s, ainda trava batalha judicial. A rede abriu em 1991 e fechou em 1999, por ter padrões rígidos de qualidade e pouca rentabilidade. Guilherme Ferreira, diretor do grupo Bahema, antigo franqueador, diz sentir “certa responsabilidade”. Mas afirma: “[Estevanato] fez a avaliação quando entrou”.
Sigilo protege ação fora da Justiça
Para resolver litígios de forma ágil e sigilosa, franqueadores e franqueados determinam que eventuais desavenças sejam resolvidas por câmaras de arbitragem, instituições privadas que decidem conflitos sobre patrimônio.
No Conselho Arbitral do Estado de São Paulo são cerca de 40 casos por ano, diz a superintendente da instituição, Ana Cláudia Pastore.
É exatamente por causa da confidencialidade que futuros franqueados muitas vezes não têm acesso ao que foi decidido nas câmaras. Por lei, o franqueador deve relatar que processos judiciais enfrenta.
Não há entendimento jurídico sobre o dever da marca listar casos em que a arbitragem foi usada, diz a advogada da ABF Edna dos Anjos.
“Os processos em arbitragem não são divulgados para potenciais franqueados, mas deveriam”, diz Vanessa Baggio, advogada que representa 12 casos de franqueados. Em todos, ela tentou fazer acordo, sem sucesso.
Três anos depois de ter adquirido franquia da rede Spoleto, Laerte Manduca, 76, fez acordo para sair do negócio.
Não havia clientes suficientes, o que inviabilizava o negócio. Ele decidiu trocar de ramo e abriu uma loja de roupas no mesmo ponto.
O fim do contrato “foi tranquilo”, diz. Não houve multa por ter saído antes do prazo.
“Quando a unidade não vai bem, é mais fácil fazer rescisão amigável”, diz Renata Rouchou, diretora do grupo Trigo, dono da rede.
Fonte: Folha de S.P - Negócios
SETOR DE FRANQUIAS atualizado em mar/2010
O Setor de franquias brasileiro encerrou 2009 com um faturamento aproximado de R$ 63 bilhões, um crescimento de 14,5% em relação a 2008. Para 2010, a expectativa é chegar aos 15%, um montante superior a R$ 72 bilhões. Com esses números, o Brasil figura na 5ª posição do ranking mundial de Franchising.
O Brasil ainda tem muito que crescer, quando o assunto é franquia, considerando que o setor responde por 20% do PIB nos EUA e aqui, apenas 3% do PIB.
Em 2008, eram 1379 redes de franquia operando no País – a expectativa para 2009 era de 1460 e para 2010, 1540. Dados de 2008 totalizam 72.000 pontos de venda em todo o Brasil, 700.000 postos de trabalho diretos e 2,5 milhões de postos de trabalho indiretos.
Entre os fatores responsáveis pelo crescimento do setor estão o desemprego que atingiu os executivos nos últimos anos, decorrente das sucessivas ondas de fusões e aquisições em vários setores; o que levou esses executivos a procurarem o empreendedorismo. A falta de recursos desses empresários para expandir seus negócios, o que os levou a procurar a franquia como estratégia de expansão de seus negócios. E a expectativa de crescimento da economia brasileira, que atraiu grandes redes internacionais.
Do lado da demanda, impulsionou as franquias o aumento do poder aquisitivo de classes sociais que antes não consumiam; a expansão da oferta do crédito, e o consumo de nichos, como o segmento feminino.
Outro motivador para o desenvolvimento de franquias é a taxa de mortalidade do setor, 10% nos primeiros 10 anos, contra 80% nos negócios independentes.
Das marcas atuantes no Brasil, 90% são genuinamente nacionais.
Fonte: site ABF, Exame no. 25.
RANKING DAS FRANQUIAS – extraído do site ABF, em mar/2010
Guia de Franquias > Ranking das Franquias
|
Classificação |
Rede |
Segmento |
Total de Unidades |
|
1ª |
O BOTICÁRIO |
Cosméticos e Perfumaria |
2834 |
|
2ª |
KUMON |
Educação e Treinamento |
1599 |
|
3ª |
COLCHÕES ORTOBOM |
Móveis, Decoração e Presentes |
1382 |
|
4ª |
WIZARD IDIOMAS |
Escolas de Idiomas |
1246 |
|
5ª |
L´ACQUA DI FIORI |
Cosméticos e Perfumaria |
1166 |
|
6ª |
ESCOLAS FISK |
Escolas de Idiomas |
1001 |
|
7ª |
AM PM MINI MARKET |
Negócios, Serviços e Conveniência |
963 |
|
8ª |
HOKEN |
Beleza, Saúde e Produtos Naturais |
898 |
|
9ª |
CCAA |
Escolas de Idiomas |
808 |
|
10ª |
MICROLINS |
Educação e Treinamento |
747 |
|
11ª |
CACAU SHOW |
Bebidas, Cafés, Doces e Salgados |
744 |
|
12ª |
BOB´S |
Alimentação |
675 |
|
13ª |
CNA |
Escolas de Idiomas |
580 |
|
14ª |
JET OIL |
Serviços Automotivos |
578 |
|
15ª |
MCDONALD´S |
Alimentação |
575 |
|
16ª |
BR MANIA |
Negócios, Serviços e Conveniência |
517 |
|
17ª |
OI FRANQUIA |
Comunicação, Informática e Eletrônicos |
470 |
|
18ª |
CASA DO PÃO DE QUEIJO |
Bebidas, Cafés, Doces e Salgados |
441 |
|
19ª |
LOCALIZA RENT A CAR |
Serviços Automotivos |
431 |
|
20ª |
YÁZIGI INTERNEXUS |
Escolas de Idiomas |
420 |
|
21ª |
DROGARIAS FARMAIS |
Beleza, Saúde e Produtos Naturais |
390 |
|
22ª |
SUBWAY |
Alimentação |
380 |
|
23ª |
UNEPX MIL 48HORAS |
Serviços Automotivos |
363 |
|
24ª |
JADLOG |
Negócios, Serviços e Conveniência |
348 |
|
25ª |
ÁGUA DE CHEIRO |
Cosméticos e Perfumaria |
332 |
CACAU SHOW - LÍDER DE FRANQUIAS DE ALIMENTOS
DADOS
FUNDADOR E PRESIDENTE - Alexandre Costa
FUNDAÇÃO - Outubro de 1988
SEDE - Itapevi, no interior de São Paulo
NÚMERO DE LOJAS - 750 espalhadas por 24 estados (todas são franquias)
FATURAMENTO EM 2009 – R$ 272 milhões
ESTRATÉGIAS
Adotar a rede Zara como benchmarking: qualidade, ar de sofisticação com preço 25% inferior.
Vigilância constante nos custos.
Estrutura enxuta: apenas 2 diretores.
Rapidez na entrega: atende os franqueados em até 2 dias.
Os franqueados têm dia e hora, a cada semana, para fazer seus pedidos.
Utiliza frota terceirizada de até 40 caminhões.
Objetivos: lanças até 10 novidades a cada 15 dias, para incentivar o cliente a voltar na loja.
Renovação constante: sabores e embalagens.
Expansão pela compra de uma chocolateria na Bélgica.
Comprar uma fábrica de sorvetes no Brasil - cogita-se que seja a Sottozero.
Fonte: POrtal Exame.
NOVOS ENTRANTES NO SETOR DE FRANQUIA - YOGOBERRY, Fonte: O Globo.
A Yogoberry, rede de franquiasespecializada na fabricação ecomercialização de frozen yogurt e pioneira no setor no Rio de Janeiro, registrou um crescimento de 30% em 2009 no seu faturamento. Para 2010, aempresa foca seu crescimento por franquias nas regiões Sul e Sudeste, principalmente em São Paulo, que a diretoria vê como grande mercado para o crescimento da marca.
A empresa foi fundada em novembro de 2007, depois de 18 meses de pesquisas e experimentações feitas pelas sócias Un Ae Hong e a nutricionista Jong Ae Hong. Em 2008, a empresa montou sua segunda loja própria e, frente a propostas externas, decidiu expandir por franquias logo depois. Atualmente, são 26 lojas espalhadas pelos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Distrito Federal. No começo de 2010, a franquia já fechou mais sete lojas. Serão duas na cidade de São Paulo, uma em Curitiba, uma em Porto Alegre e três no Rio de Janeiro.
O interessado em ser um franqueado Yogoberry deve se identificar com a filosofia da rede de alimentação saudável. O investimento inicial é de R$ 350 mil, sem contar o ponto comercial. Ele também deve se identificar com o próprio segmento, ter perfil empreendedor, bom relacionamento interpessoal, tempo para se dedicar ao negócio, comprometimento exclusivo com a marca e disponibilidade financeira para investir.
Cada loja da franquia fatura, em média, R$ 70 mil por mês, segundo a rede. A franquia da marca, hoje com 26 lojas, atende cerca de mil clientes por dia. Após o início de uma unidade franqueada, o investidor conta com supervisão periódica de campo, apoio na gestão empresarial, ações de marketing e suporte de consultoria dofranchising.
| Investimento inicial | R$ 350 mil |
| Taxa de franquia | de R$ 80 mil a R$ 120 mil (dependendo do tamanho da loja) |
| Taxa de royalties | 6% sobre o faturamento bruto |
| Taxa de publicidade | 1% sobre o faturamento bruto |
| Prazo médio de retorno | de 18 a 24 meses |
| Faturamento médio mensal | R$ 70 mil |
| Área mínima | 30 m2 |
| Capital de giro | R$ 50 mil |
| Número de funcionários | 8 |









