COMÉRCIO - ATACADO
Â
atualizado em jan/2010
| Ranking ABAD / Nielsen 2009 | |||||||||||
| Â | |||||||||||
|
|||||||||||
| Â |
|
Â
São Paulo, 19 de maio de 2009 – O segmento atacadista distribuidor apresentou faturamento de R$ 120,8 bilhões em 2008, um crescimento real de 8,5% e nominal de 14,2% em comparação com 2007. Os dados constam no Ranking ABAD/Nielsen 2009, pesquisa anual realizada com empresas do segmento em todo o Brasil. O faturamento significa 53,4% do mercado de consumo do varejo alimentar, que somou R$ 226 bilhões em 2008, contra uma participação de 53,3% em 2007, em um mercado de R$ 180,5 bilhões, de acordo com o levantamento realizado pela Nielsen. Para o presidente da ABAD (Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores), Carlos Eduardo Severini, “esses resultados solidificam ainda mais a trajetória de crescimento da atividade atacadista distribuidora e refletem o trabalho que temos realizado com as duas pontas da cadeia de abastecimento, a indústria e o varejo, no sentido de adequar o sortimento à s necessidades dos consumidores, levando produtos das grandes regiões industriais para pequenos municÃpios no interior, especialmente para o pequeno e médio varejo, que atende à s classes C, D e E, contribuindo assim para a economia do paÃsâ€. Os resultados consolidam uma tendência de crescimento iniciada em 2000, quando o segmento teve participação de 38,7% no mercado de consumo de varejo alimentar, até atingir o patamar atual de 53,4%. Em termos de faturamento, o montante saltou de R$ 41,3 bilhões para R$ 120,8 bilhões em 2008. O direcionamento à prestação de serviços para o pequeno e médio varejo foi um fator determinante para o ganho no faturamento. “Depois da estabilidade econômica, o pequeno e médio varejo ganhou projeção e importância, porque é ele que atende os consumidores das classes C, D e Eâ€, complementa Severini. Assim, o resultado do segmento acompanha as mudanças nas necessidades de consumo da população brasileira. Segundo a Nielsen, 95% dos supermercados pequenos (de um a quatro checkouts) e 40% dos supermercados médios (de cinco a 19 checkouts) são abastecidos por empresas atacadistas distribuidoras. O investimento em atendimento especializado por canal de venda, categoria e região, além da ampliação do mix e da diversificação dos negócios, fortaleceu os números alcançados pelo setor em 2008. Um dos destaques da edição 2009 do Ranking ABAD/Nielsen é a constatação do aumento do número de funcionários e vendedores diretos nas empresas do segmento. Os incrementos foram de 25,1% e 23,4%, respectivamente, em 2008, em comparação com o ano anterior, o que demonstra que o setor atacadista contribuiu para o crescimento das oportunidades de emprego no Brasil. Atualmente, o segmento emprega mais cerca de 204 mil pessoas diretamente. “Pessoas empregadas têm renda, consomem, movimentam o varejo, que movimenta o atacado, que movimenta a indústria, e todos geram mais oportunidades de emprego, fechando assim o cÃrculo virtuoso da economiaâ€, afirma o consultor e professor de Economia da FIA (Fundação Instituto de Administração – Universidade de São Paulo) Nelson Barrizzelli, responsável pela análise do Ranking ABAD. A pesquisa para o Ranking ABAD revela também um novo perfil de consumidor, identificado pelo instituto Nielsen. “Há um novo comportamento a ser considerado na decisão de compra do consumidor final”, afirma João Carlos Lazzarini, diretor de Atendimento ao Varejo da Nielsen. Para entender o que motiva o consumidor é preciso considerar o seu estilo de vida e quais são os atributos valorizados por ele em uma marca ou empresa. “O fator econômico continua pesando, mas agora se cruza com a sua visão de mundo”, diz Lazzarini. Com a estabilidade econômica e o aumento do nÃvel de renda da população, especialmente das classes C e D, esse consumidor passou a ter um patamar de vida mais elevado. Com isso, desenvolveu novos interesses como a busca por um estilo de vida mais saudável e passou a valorizar produtos ecologicamente corretos. Participação O Ranking ABAD/Nielsen 2009 contou com a participação de 364 empresas, contra 337 no ano passado. Todas as companhias listadas alcançaram a soma de R$ 39,5 bilhões em 2008, contra uma receita de R$ 32,3 bilhões em 2007, uma variação real de 11,8%. As 250 empresas comuns aos dois rankings alcançaram a soma de R$ 33,7 bilhões em 2008, contra uma receita de R$ 29,6 bilhões em 2007, uma variação real de 14,1%. “A cada ano buscamos ampliar a participação das empresas para traçar um raio X do segmento com números e comparações que servirão de guia para a determinação de negócios e tomada de decisõesâ€, explica Severini.
|








